Logotipo

Logotipo

quarta-feira, 6 de julho de 2011

PROGRAMAÇÃO

Prezados,
segue a programação da V Semana da Biologia, ainda incompleta.
Aguardem mais informações.

PALESTRAS

Sérvio Pontes Ribeiro
Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (1989), mestrado em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre pela Universidade Federal de Minas Gerais (1993) e doutorado em Ecology - Imperial College at Silwood Park, University of London (1998). Atualmente é professor adjunto IV da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), onde foi idealizador, um dos criadores e o atual coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Biomas Tropicais. Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Evolução de Interações entre Insetos e Plantas, atuando principalmente nos seguintes temas: Ecologia Evolutiva e Interações, Biomas arbóreos tropicais, Insetos Herbívoros, Formigas e mosaicos territoriais, bioindicação de áreas degradadas, e Ecologia de dosséis.

Biodiversidade brasileira: integrando Conservação e Agricultura!

Em meio ao debate aceso da mudança do código florestal, a ciência finalmente se impôs e influenciou ativamente nos rumos que esta lei absurda pode tomar. O mal pior ainda pode ser evitado, mas a solução definitiva está no entendimento das diferentes áreas de interesse – conservação de recursos para gerações futuras e geração de alimentos para este momento – à luz do conhecimento científico e na busca do bem comum. No caminho deste entendimento, a ciência é a única capaz de filtrar e tirar do processo os interesses financeiros maiores, quase sempre inconsequentes, míopes e distorcidos dos fatos e responsabilidades decorrentes das decisões pautadas nos interesses de poucos. Nesta palestra apresento a biodiversidade à luz de seus serviços prestados à agricultura mundial, e discuto a necessidade de uma mudança de rumo no discurso dos setores públicos, que têm a obrigação de assegurar decisões realísticas, fundamentadas e, portanto livres de influências econômicas imediatistas. No tema, os produtos para a biotecnologia e a biotecnologia na agricultura – qual a prioridade para a humanidade?

Fernanda de Carvalho
Possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Lavras (2001), Mestrado em Ecologia Aplicada pela Universidade de São Paulo (2005) e Doutorado em Ecologia (Conservação e Manejo da Vida Silvestre) pela Universidade Federal de Minas Gerais (2010). Atualmente é bolsista pelo Programa Nacional de Pós Doutorado vinculado a bolsista de produtividade (PhD. Fatima M. S. Moreira) na Universidade Federal de Lavras no Setor de Microbiologia do Solo . Tem experiência na área de Ecologia, atuando principalmente nos seguintes temas: fixação biológica de nitrogênio, fungos micorrizicos arbusculares e conservação da natureza.

Biodiversidade do solo

O solo é considerado o ecossistema mais complexo e dinâmico do planeta, cuja heterogeneidade de hábitats, que varia na escala de nanômetros até quilômetros abriga enorme diversidade de organismos que desempenham papeis essenciais para a continuidade dos processos da biosfera e para a existência da vida.

José Oswaldo Siqueira
Engº Agrônomo pela ESAL (1976), Mestre em Agricultura (1981) e PhD em Ciência do Solo (1983) pela University of Florida. É especialista em microbiologia e bioquímica do solo; com atuação em: produção e sustentabilidade agrícola, degradação e reabilitação do solo. Possui treinamentos específicos em: biotecnologia agrícola, propriedade intelecutal e transferência de tecnologia, biossegurança ambiental e gestão em C&T e pós-graduação. É professor titular da UFLA, bolsista nível 1A do CNPq.

Microganismos e Processos na Recuperação de Áreas Degradadas

Não tenho tempo para fazer um resumo da apresentação, mas abordarei aspectos basicos da microbiota do solo e os processo bioquimicos mediados por estes microganismos com enfase especial para a recuperação de areas degradadas pelo mal uso agricola ,pela mineração ,construção civil ou contaminação do solo por substancias organicas poluentes e metais pesados .Processos simbioticos entre as raizes e microrganismos terão tratamento diferenciado na apresentação devido a importancia estas tem e o potencial de aplicação que apresentam nas tecnologias remediadoras .

Leonardo de Paiva Barbosa
Licenciado e Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Ouro Preto – MG. Possue mestrado em Engenharia Ambiental na mesma Universidade, tendo desenvolvido sua dissertação com biorremediação de efluentes ácidos ricos em metais pesados. Atualmente suas atividades estão vinculadas ao programa de doutorado em Microbiologia Agrícola da Universidade Federal de Lavras, no laboratório de Microbiologia do solo. O pesquisador desenvolveu trabalhos com biolixiviação de minerais de manganês na Universidad Complutense de Madrid (Espanha), como bolsista de intercâmbio de pesquisador do projeto ALFA da União Européia entitulado “Bioprocesos: tecnologías limpias para la protección y sustentabilidad del medio ambiente (BIOPROAM)". Além da sua experiência com pesquisa, também desenvolveu atividades docentes em instituições públicas e particulares de ensino básico, médio, profissionalizante e superior.

Biolixiviação e biorremediação microbiana em processos de mineração

Os microrganismos apresentam um importante papel na ciclagem de metais no ambiente. Dessa forma, eles podem ser "recrutados" para auxiliar na extração de metais valiosos em minérios de baixo teor e na "limpeza" do ambiente. Alguns mecanismos envolvidos nos processos de biorremediação e biolixiviação serão abordados. Além disso, a aplicação de bactérias acidófilas em processos comerciais de extração de metais e os benefícios (ambientais e econômicos) serão discutidos. Uma breve apresentação sobre o atual cenário mundial e as perspectivas futuras sobre a utilização de microrganismos na mineração também será abordada.

Fábio Augusto Rodrigues e Silva
Biólogo Licenciado, Mestre e Doutorando em Educação
Professor Assistente da Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP
UFOP:(31) 3559-1670

Questões e dilemas da Biologia

As questões e dilemas sobre a vida, ciência, biotecnologia e meio ambiente precisam ser enfrentadas por atores sociais relevantes capazes de refletir de forma interdisciplinar sobre os limites e o alcance de sua atuação profissional e de nossa responsabilidade social. Portanto, nessa palesta serão discutidos assuntos que propiciem apresentar aos interessados a bioética, um campo novo e pouco explorado pelos biólogos. Serão abordados assuntos como vida, morte e as implicações sociais e culturais do desenvolvimento técnico-científico.


Pedro Luiz Teixeira de Camargo

biólogo pela UFOP (2008) e especializando em Educação pela UFF-RJ. É professor efetivo de Ciências e Biologia da Rede Municipal de Ouro Preto, lecionando atualmente nas Escolas Monsenhor Rafael (Miguel Burnier) e Haydée Antunes (Cachoeira do Campo)

É possível conciliar a profissão de biólogo com a de professor no ensino básico?

Nesta palestra, o principal objetivo será levar o participante a imaginar se é ou não possível conciliar a vida de educador com a de pesquisador.
A grande diferença é que, ao contrário do que se vê com freqüência, estamos falando de dar aula para a educação básica, algo não muito comum dentro da vida acadêmica.
Educar, como professor durante uma parte do tempo e se dedicar as pesquisas por outro lado é algo um pouco diferente do que vê com freqüência dentro da Academia, porém é algo que deve ser pensado, pois tende a ser cada vez mais normal, principalmente em tempos de REUNI.
PÚBLICO-ALVO: estudantes de licenciatura em Ciências Biológicas, estudantes de licenciatura em geral, demais interessados na temática.

Mauro Schettino de Souza
Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais (1979) e mestrado em Ciências Biológicas (Fisiologia e Farmacologia) pela Universidade Federal de Minas Gerais (1987) . Atualmente é Professor adjunto da Universidade Federal de Ouro Preto, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação para a Ciência, Limnologia.

Agrobiodiversidade

A agrobiodiversidade, conforme o próprio termo indica, significa “diversidade biológica na agricultura”, ou seja, a biodiversidade existente nos ecossistemas cultivados e manejados pelo homem. Da mesma forma que a biodiversidade, a agrobiodiversidade engloba três níveis de diversidade (variabilidade): diversidade de espécies, diversidade genética e diversidade de ecossistemas agrícolas. Além destes três níveis, é possível acrescentar um 4° nível de diversidade: a diversidade de sistemas socioeconômicos e culturais que significa a diversidade de conhecimentos e de práticas dos agricultores de como cultivar, como selecionar e usar os produtos da agrobiodiversidade. Portanto, o conhecimento local e a cultura podem ser considerados partes integrantes da agrobiodiversidade, pois é a atividade humana que molda e conserva a biodiversidade na agricultura. O interesse pela agrobiodiversidade surge no contexto da agricultura sustentável (como alternativa ao modelo convencional), cujo enfoque agroecológico busca soluções sustentáveis de manejo dos recursos naturais, integrado aos agroecossistemas e associados aos conhecimentos tradicionais e práticas socioculturais.

Alessandra Bortoni Ninis
Doutora em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília, desenvolve pesquisas nas áreas de conflitos socioambientais, teoria da complexidade, recursos naturais e tecnociências, especialmente a biotecnologia. Possui mestrado em Desenvolvimento Sustentável e especialização em Resolução de Conflitos Socioambientais (CDS/UnB). É graduada em Psicologia pela Universidade de Taubaté, com formação na área de Psicologia da Saúde e Hospitalar. Atualmente ocupa um cargo junto a Secretaria de Assuntos Estratégicos na Presidência da República.

Conflitos em torno da liberação de Organismos Geneticamente Modificados no Brasil: Um olhar sobre a instância da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança.

Apresentar os principais pontos de conflito em torno dos organismos geneticamente modificados – OGMs, no Brasil, a partir de observações e análises realizadas junto à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CNTBio. Esta comissão representa uma arena de disputa de poder político e ideológico entre as diferentes representações sociais sobre os OGMs. As diferentes visões sobre a biotecnologia são construídas a partir de um sistema de relações onde atores sociais com distintas concepções sobre a biotecnologia e engenharia genética, concorrem pela universalização de suas convicções que por sua vez, estão associadas a distintas percepções de natureza, sociedade, agricultura e desenvolvimento.

Professor Rubens Onofri Nodari
Engenheiro Agrônomo (UPF), MSc em Melhoramento de plantas (UFRGS), PhD em Genética (UCDavis, USA); Bolsista de Pesquisa 1C do CNPq; Professor Titular do Departamento de Fitotecnia, UFSC; Professor credenciado do Programa de Pós-graduação em Recursos Genéticos Vegetais, UFSC; ex-Gerente de Recursos Genéticos do Ministério do Meio Ambiente; ex-Chefe do Departamento de Fitotecnia, ex-Coordenador Técnico de Ensino da UFSC, ex-Membro da CTNBio, representando o MMA; Ex-presidente da Regional da Sociedade Brasileira de Genética; Ex-Secretário Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência; atualmente Coordenador do Programa de Pós-graduação em Recursos Genéticos Vegetais (UFSC) e Assessor científico de La Red de Acción en Agricultura Alternativa (Perú).

Transgênicos: quais os limites das externalidades negativas?

Atualmente a liberação de plantas transgênicas é baseada em critérios absolutamente sem base cientifica, como pro exemplo a equivalência substancial, em que uma planta geneticamente modificada (GM) será considerada de igual risco a uma não GM caso tenha composição química semelhante. Isto equivale dizer que uma vaca louca apresenta os mesmos riscos para a saúde humana que a vaca sadia. Adicionalmente, os efeitos pleiotrópicos das sequências introduzidas só recentemente foi objeto de estudos científicos, cujos resultados compram o efeito dos mesmos em diversos outros genes já que o transcriptoma é substancialmente alterado. Outro fator igualmente relevante é a falta absoluta do controle da disseminação dos transgenes, que podem alcançar regiões onde nem mesmo há cultivo de plantas GM. Se isto já é razoavelmente conhecido, há, no entanto, outros aspectos que ainda não sabemos. O consumo em larga escala destes OGMs o que poderão causar na saúde humana? E os efeitos de longo prazo decorrentes do cultivo destes no ecossistema? E os efeitos paralelos do aumento dramático do uso de agrotóxicos na saúde humana e no meio ambiente com o advento dos OGMs? E a erosão genética dos recursos genéticos e outros riscos associados à contaminação genética? Portanto, já que um assunto de tamanha relevância é tratado miopiamente de forma reducionista, mais particularmente, maniqueísta, é necessário a abordagem holistica. O mínimo que se espera de um cientista é a análise holística. De acordo com os filósofos, em tese, os cientistas nem deveriam opinar, apenas informar. Cabe a sociedade decidir, porque é ela quem vai se beneficiar ou sofrer as externalidades negativas.

Maria Cláudia da Silva
Bacharel em Ciências Biológicas – UFOP/MG
Mestre em Imunologia Básica e Aplicada – USP/Ribeirão Preto
Doutoranda em Imunologia Básica e Aplicada – USP/Ribeirão Preto
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP

Doenças Autoimunes e Imunoterapia

A tolerância ou não-responsividade aos antígenos próprios é uma propriedade fundamental do sistema imunológico normal. Essa propriedade garante que o sistema imune não reaja contra as células e tecidos do próprio hospedeiro. Porém, em alguns casos, falhas no mecanismo de tolerância imunológica causam intenso processo inflamatório, o que culmina no aparecimento de doenças autoimunes, como artrite reumatóide, esclerose múltipla, lúpus eritematoso sistêmico, etc. Sabendo-se que diversas doenças possuem um caráter autoimune, é incessante a busca por novas estratégias capazes de controlar a inflamação exacerbada. Nesse sentido, a compreensão detalhada do tipo de resposta imune induzida em diversas doenças autoimunes nos permite propor e desenvolver diversas abordagens terapêuticas, com o intuito de controlar a resposta imune e melhorar os sinais clínicos dos portadores dessas doenças. Sendo assim, nesse encontro na V Semana da Biologia da UFOP, discutiremos a resposta imune na saúde e na doença, bem como as abordagens terapêuticas mais visadas para o controle da inflamação de doenças autoimunes.

Prof. Dr. Leandro Marcio Moreira
Possui graduação em Ciências Biológicas (Bacharelado e Licenciatura Plena) pela Universidade Sao Judas Tadeu - SP (1995-1998), Especialização em Biologia Molecular Aplicada pela Universidade Sao Judas Tadeu - SP (1998-2000), Mestrado (2000 a 2002) e Doutorado (2002 a 2006) em Ciências - Modalidade Bioquímica - pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo. Atualmente é professor Adjunto I na área de Bioquímica e Biologia Molecular do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em Bioquímica e Biologia Molecular de Fitopatógenos, Genômica Estrutural e Funcional, Bioinformática e Ensino de Bioquímica e Biologia Molecular.

Biotecnologia: Educação, Ciência e Sociedade

Avanços marcantes das Ciências Moleculares nas últimas décadas, associado à necessidade constante de melhoria da qualidade de produtos e serviços têm destacado a Biotecnologia como uma das mais importantes áreas do conhecimento científico do século XXI. Transgênicos, células-tronco, desenvolvimento de novos fármacos, melhoramento genético de plantas e animais e questões ambientais são algumas das temáticas que evidenciam a Biotecnologia. Entretanto, boa parte deste conhecimento, assim como é observado em outras áreas do conhecimento científico, fica restrita ao meio acadêmico e produtivo. Desta forma, mais importante do que se tornar uma temática amplamente difundida nestes setores, a Biotecnologia deve ser amplamente discutida com a sociedade, devendo ser pauta constante em sala de aula. Só com esta popularização científica é que teremos a possibilidade de formar uma futura sociedade formadora de opinião e exigente, para aceitar ou não tomadas de decisões que afetam diretamente sua vida enquanto consumidora destas ações científicas.


Everaldo Gonçalves de Barros

Bolsista de Pesquisa in Produtividade do CNPq - Nível 1B
Pós-Doutorado em DUPONT biotecnologia agrícola.
Atualmente professor e titular da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

A Espectrometria de massas como uma ferramenta analítica para o proteoma e peptidoma

Medotologias analíticas em larga escala (“omicas”) objetivam aumentar nosso conhecimento sobre o comportamento fisiológico celular e de organismos em diferentes condições. Esse conhecimento permitirá o manipulação genética de algumas vias metabólicas para selecionar organismos mais produtivos ou resistentes a determinadas características de interesse, para identificar estruturas alvo na clínica médica, produção de medicamentos, etc. Por meio da espectrometria de massas e outras abordagens é possível identificar moléculas envolvidas nessas vias metabólicas, principalmente, proteínas e peptídeos. Recentes avanços na instrumentação aplicados a espectrometria de massas tem possibilitado uma maior sensibilidade, resolução e acurácia na determinação das massas moleculares, o que tem aumentado a confiabilidade nos processos de identificação e caracterização.

Maria Esther Ricci da Silva
Bolsista de Desenvolvimento Tecnológico Industrial do CNPq - Nível 1
Doutorado em Biotecnologia pela Universidade de São Paulo (2004). Tem experiência na área de Bioquimica, com ênfase em Biotecnologia, atuando na área proteômica,

Rumo ao fosfoproteoma: estratégias para análise de fosfopeptídeos

Fosforilação é uma modificação pós-traducional importante por se correlacionar a mecanismos de transdução de sinais e regulação gênica, envolvendo fatores de transcrição. Contudo, as proteínas fosforiladas são pouco abundantes e precisam ser enriquecidas para serem identificadas. Inicialmente as proteínas são digeridas com tripsina e para diminuir a complexidade da amostra, os peptídeos são pré-fracionados, empregando por exemplo a técnica de isoeletrofocalização em solução. Em seguida, as frações são aplicadas em coluna de afinidade por metal e eluídas com pH alcalino. Estes fosfopeptídeos são analisados em coluna de fase reversa (C18) e por espectrometria de massas. A perda do grupamento fosfato identifica o sítio de fosforilação e os peptídeos são identificados através de buscas em banco de dados.


Arnaldo Couto
Bacharel e Licenciado em Ciências Biológicas – UFOP/MG
Mestre em Ciências com ênfase em Epidemiologia – FIOCRUZ/RJ
Doutorando em Saúde Pública e Meio Ambiente – FIOCRUZ/RJ
Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ/RJ
Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca - ENSP
Pós-Graduação em Saúde Pública e Meio Ambiente

Epidemiologia Ambiental: “Exposições ambientais e o desenvolvimento de leucemias na infância”

Devido aos múltiplos fatores intrínsecos (imunológicos e genéticos) e extrínsecos (ambientais) que podem influenciar no processo de leucemogênese, foi criado uma parceria entre os pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP) e do Instituto Nacional do Câncer (INCa), com o intuito de aprofundar o conhecimento acerca da etiologia das leucemias, contribuindo para o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes e consequentemente para melhora da sobrevida destas crianças. Neste sentido, para este encontro na Semana da Biologia da UFOP, buscamos discutir os conceitos multidisciplinares relacionados à carcinogênese e à análise epidemiológica do câncer, enfatizando os aspectos metodológicos e à interpretação de resultados epidemiológico-moleculares de um estudo multicêntrico sobre as leucemias agudas infantis no Brasil.


Pós-Doutor José Eduardo Garcia
UFPE
Vice-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Humana e Meio Ambiente do Centro Acadêmico de Vitória da UFPE
Membro do grupo de esécialistas em cervídeos- The World Conservation Union

O uso da genética forense na conservação da fauna silvestre.

A publicação em 1953 da estrutura tridimensional do DNA por James Watson e Francis Crick foi o marco central nesse processo e, um dos pontos chave para popularização da análise molecular em diversas áreas ocorreu a partir da década de 1980, com o desenvolvimento da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) por Kary Mullis. Nas duas últimas décadas, a tecnologia de seqüenciamento de DNA em larga escala vem ampliando cada vez mais a possibilidade de emprego das sequencias de nucleotídeos em temas ligados à conservação da fauna, desde a estrutura genética de populações na natureza e reconstruções filogenéticas até a identificação de espécies ou mesmo de indivíduos com finalidades forenses.
As variações (polimorfismos) na sequencia de DNA com características mendelianas de segregação e distribuição na população podem ser consideradas marcas individuais que se transmitem ao longo das gerações, o que as caracteriza como marcadores moleculares. A herança mendeliana de alguns polimorfismos torna possível sua utilização como marcadores na verificação de paternidade com alto grau de confiabilidade em todas as espécies diplóides e com sistema de reprodução cruzada.
Nessa apresentação serão discutidas técnicas que se valem dos polimorfismos do DNA para a elucidação de questões forenses envolvendo animais silvestres. Serão abordados temas como: verificação de paternidade/maternidade, identificação individual e sexagem de aves.

Gerald Weber
Possui graduação, mestrado e doutorado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (1984,1987,1990). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais. Trabalha em biofísica computacional e bioinformática aplicados a problemas de sequênciamento genético e análise de genomas.

Flexibilidade microscópica de DNA e RNA

DNA e RNA interagem com um grande número de proteínas e neste processo sofrem deformações importantes. Nesta palestra vamos mostrar a importância da flexibilidade nos processos moleculares, como fazemos para obter esta flexibilidade e como a usamos em problemas de biologia computacional.

Elda Sabino da Silva

Possui graduação em Ciências Bacharel Em Biologia pela Universidade Sao Judas Tadeu (1992) e mestrado em Biotecnologia pela Universidade de São Paulo (2000). Atualmente é pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. Tem experiência na área de Engenharia Química, com ênfase em Processos Bioquímicos, atuando principalmente nos seguintes temas: frutooligossacarídeos, biotecnologia, biopolimeros, enzimas, fermentação submersa e semi-sólida.

Enzimas para a hidrólise do bagaço de cana: seleção de fungos e indução da enzima

O uso de biomassa lignocelulósica para produzir etanol de segunda geração (2G) tem despertado grande interesse por se tratar de um material abundante e que não compete com a cadeia alimentícia. No entanto, para realizar este processo é necessário desestruturar a parede celular para que os polissacarídeos vegetais possam ser hidrolisados por coquetéis enzimáticos eficazes e a preços competitivos.
Atualmente são utilizados coquetéis comerciais para esta finalidade, mas a busca por novos coquetéis mais eficientes e porventura mais baratos são incessantes, desta maneira buscar nos ambientes canavieiros brasileiros os micro-organismos capazes de produzir estas enzimas é uma alternativa.
A importância de encontrar o micro-organismo capaz de produzir as enzimas chave para uma hidrólise enzimática de bagaço de cana é apenas o princípio, pois induzi-la e aumentar a escala de produção para torná-la competitiva é o grande desafio.


MINI-CURSOS

Ana Paula Fortuna Perez
Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP (2000), Mestrado em Biologia Vegetal pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP (2005) e Doutorado em Biologia Vegetal pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP (2009) . Tem experiência na área de Botânica, com ênfase em Taxonomia, Filogenia e Anatomia Vegetal, atuando principalmente nos seguintes temas: Leguminosae, Papilionoideae, Zornia, clado Adesmia, Eriosema, Rhynchosia, Phaseoleae, taxonomia, filogenia, anatomia e morfologia vegetal.


Sistemática e Biogeografia da família Leguminosae.
Vagas: 15
Carga-horária: 8 horas (4h de teóricas e 4h de práticas).

Curso teórico/prático abordando os temas: Introdução ao estudo das leguminosas; Caracteres morfológicos diagnósticos para o reconhecimento da família e subfamílias; Caesalpinioideae, Mimosoideae e Papilionoideae: diversidade morfológica, caracterização das principais tribos e chaves para a identificação; Origem e evolução das leguminosas e principais tendências evolutivas. Biogeografia histórica da família e utilização de fósseis para filogenias datadas no grupo.

Alexandre Silva de Paula
Possui graduação em Ciências Biológicas (PUCMG 1986), especialização em Analise Ambiental para o Gerenciamento de Recursos Naturais (UFMG 1987), mestrado em Entomologia (UFV 1995), doutorado em Entomologia (UFV 2000) e pós doutorado no Centro de Pesquisas René Rachou/FIOCRUZ (2003). É professor Adjunto I da Universidade Federal de Ouro Preto (2009).

Interpretação da biodiversidade Neotropical

Interpretação da biodiversidade Neotropical através de estudos de biogeográfica histórica e de perspectivas moleculares. Estratégias para avaliação da biodiversidade em reservas neotropicais. Utilização dos programas DIVA-GIS e MaxEnt para analise espacial de diversidade e modelagem de distribuição de espécies.

João Luiz Mazza Aranha Filho
possui graduação em Ciências Biológicas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2002) e mestrado em Biologia Vegetal pela Universidade Estadual de Campinas (2006). Tem experiência na área de Botânica, com ênfase em Taxonomia de Fanerógamos, atuando principalmente no seguinte tema: Symplocaceae

Introdução à Redação Científica.
Vagas: 20 vagas
Duração: 4 horas

“Elaboração e estrutura de artigos e projetos científicos. Perguntas e/ou hipóteses. Discurso científico. Conhecendo seu trabalho, leitores e meios de publicação. Plágio científico.”
Alunos de graduação e de pós-graduação frequentemente escrevem e submetem projetos para concorrerem a bolsas de iniciação científica, extensão, mestrado, doutorado ou auxílio à pesquisa. Muitos também enviam seus trabalhos para publicação em revistas científicas. Mas como estruturar e o que considerar no processo de redação de projetos e artigos? Qual é o público alvo? Há apropriação de ideias ou dados de terceiros? O que motivou o desenvolvimento do projeto ou artigo científico? Com o objetivo de auxiliar alunos de graduação e de pós-graduação, o mini curso fornece conhecimentos básicos para pensar, elaborar, redigir e desenvolver projetos e artigos científicos.

Renata Guerra
Possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Ouro Preto (1993) e doutorado em Bioquímica pela Universidade de São Paulo (2000). Pós-doutorado na área de Parasitologia Molecular pela Universidade de São Paulo (2004). Atualmente é professor adjunto IV da Universidade Federal de Ouro Preto.


Biossegurança X OGMs: impactos na saúde humana e ambiental
Este mini curso é direcionado a estudantes que procuram atualização no assunto, que estão em busca de novos desafios e querem obter maior aprendizado sobre Biossegurança.

Vagas: 35/40
Duração: 8 horas

Conteúdo:
1-Fundamentos da engenharia genética;
2- Agentes de riscos laboratoriais associados à engenharia genética;
3- Aspectos regulatórios da biossegurança de OGMs no Brasil; Portarias CTNBio;Legislação brasileira
4- Classificação dos OGMs;
5- Estrutura laboratorial para o trabalho com OGMs;
6-- Alimentos transgênico e saúde humana;
7- Animais transgênicos e saúde humana;
8- Vacinas na era pós-genômica e biossegurança;
9- Vigilância Sanitária aplicada aos OGMs;
10- Qualificação profissional em biossegurança;
11- Bioética e biossegurança de OGMs;

Fábio Melo

Mini curso esportes radicais (ênfase rapel)

Definição de esportes radicais e apresentação de algumas modalidades. Ênfase no rapel, ancoragem, equipamentos, técnicas, medidas de segurança, nós e suas aplicações.

OBS: Este mini-curso será a parte da Semana, tendo o valor de R$20,00 por pessoa.

Valdir Lamim-Guedes
Biólogo e Mestre em Ecologia pela Universidade Federal de Ouro Preto.

Educação ambiental e a Conservação da Biodiversidade
Duração: 4 horas
Data: 15/setembro

A biodiversidade, esta imbricada rede de animais, plantas e lugares do planeta está passando por uma crise sem precedentes. A biodiversidade oferece suporte a muitos processos e serviços dos ecossistemas naturais, tais como qualidade do ar, regulação climática, purificação da água, polinização, resistência a parasitas e doenças, além de diversas aplicações biotecnológicas que a cada dia ganham maior destaque. Este mini-curso tratará das ações educativas que podem ser utilizadas para a conservação da biodiversidade, tanto nas escolas, como em espaços não-escolares. Será enfocando as possibilidades de realização este tipo de ação educativa em Ouro Preto e região, a partir dos exemplos de várias instituições regionais, como por exemplo, o Museu de Ciência e Técnica da EM/UFOP e o Parque Estadual do Itacolomi. Um dos principais propósitos deste mini-curso é demonstrar a contribuição que os biólogos podem dar aos esforços globais para o combate à crise de perda de biodiversidade.

Pedro Luiz Teixeira de Camargo
biólogo pela UFOP (2008) e especializando em Educação pela UFF-RJ. É professor efetivo de Ciências e Biologia da Rede Municipal de Ouro Preto, lecionando atualmente nas Escolas Monsenhor Rafael (Miguel Burnier) e Haydée Antunes (Cachoeira do Campo)

Diversas Maneiras de se Trabalhar a Temática Biodiversidade nos Ensino Regular e EJA (Educação de Jovens e Adultos) no Contexto das Escolas Públicas
Vagas: 25
Público Alvo: estudantes de Licenciatura em Biologia e demais interessados
Duração: 3 horas

Nem sempre os estudantes de licenciatura aprendem como é lecionar Biologia na Escola Pública. Trabalhar sobre a importância da Preservação da Biodiversidade nas escolas públicas é um desafio que envolve abnegação e criatividade por parte dos futuros professores, pois nem sempre se tem recursos humanos e materiais para se realizar tão importante tarefa. Neste mini-curso o estudante terá acesso a diversas idéias e trabalhos acerca desta temática que tem dado resultado dentro e fora do município de Ouro Preto, podendo, com isso se tentar contribuir com sua futura formação de Licenciado em Ciências Biológicas.
Este mini-curso será dividido em 4 etapas de aproximadamente 50 minutos cada uma:
1. Contextualização política e histórica do ensino ouropretano.
2. Idéias de como se trabalhar o que é e como preservar a Biodiversidade de forma teórica no ensino regular e EJA.
3. Experiências práticas e inovadoras que têm sido utilizadas para se buscar esta conscientização e preservação do meio ambiente.
4. Dinâmica entre os participantes de maneira a levá-los a se imaginar enfrentado o fato no ambiente escolar.

Leandro Antônio da Silva - (Asterix)
Graduando em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e integrante da Sociedade Excursionista Espeleológica – SEE de Ouro Preto. A SEE foi fundade em 1937 e é o grupo de espeleologia mais antigo das Américas.

Curso de Introdução à Espeleologia
Vagas: 20 vagas
Duração: 4 horas (teórica) e prática no sábado o dia inteiro.

A espeleologia é a ciência que se dedica às cavernas. Tal empenho envolve o estudo e a preservação do ambiente cavernícola (subterrâneo) propriamente dito, bem como das áreas adjacentes externas à ele. Desta forma procura-se melhor entender as relações de dependência e/ou independência existentes entre os ecossistemas componentes destes inóspitos ambientes. O Curso de Introdução à Espeleologia tem a finalidade de promover o caminho inicial para o estudo da espeleologia e ainda arrebanhar novos interessados nas peculiaridades do Mundo Subterrâneo.A parte teórica do Curso consiste em uma síntese dos assuntos abordados pelas principais interdisciplinaridades ligadas à Espeleologia. São elas: Introdução Histórica, Exploração e Segurança, Geomorfologia Cárstica, Espeleotemas, Mapeamento Espeleológico, Bioespeleologia, Arqueologia e Paleontologia, Meteorologia Hipógea, Espeleologia e Meio Ambiente e Espeleoturismo.

A parte prática é uma visita de campo às grutas que são caracterizadas segundo suas ornamentações, rocha encaixante e biospeleologia. São apresentadas aos alunos as técnicas fundamentais necessárias para a prática de espeleologia.



SIMPÓSIOS

Simpósio 01 - Desenvolvimento e teste de vacinas contra helmintos e protozoários
Este simpósio constará dos seguintes palestrantes:

a- Prof. Rodolfo Cordeiro Giunchetti - UFOP/DECBI - NUPEB - Desenvolvimento e teste de vacinas contra leishmaniose visceral canina;


b- Prof. Ricardo Toshio Fujiwara - UFMG - Dept. de Parasitologia - Desenvolvimento de vacinas contra helmintos: desafios e novas estratégias;

c- Prof. Oscar Bruna Romero - UFMG - Dept. de Microbiologia - Sinergismo / complementariedade entre proteínas e vírus recombinantes na indução de imunidade contra os protozoarios Plasmodium, Leishmania, Toxoplasma e Trypanosoma spp.

A imunoprofilaxia é considerada pela Organização Mundial da Saúde como a melhor estratégia para o controle de doenças infecciosas e parasitárias, contribuindo para somar aos instrumentos de prevenção, por meio de: eliminação do agente infeccioso e seus produtos tóxicos e ativação do sistema imune. No entanto, o desenvolvimento de vacinas contra helmintos e protozoários consiste em um grande desafio para a comunidade científica mundial. Tal fato pode estar relacionado ao grande repertório antigênico presente nestes parasitos bem como pela complexidade da relação parasito-hospedeiro. Neste complexo cenário, se destacam diversos estudos que buscam compreender melhor a resposta imune frente a infecção por estes parasitos, que consiste em importante pré-requisito para o melhor entendimento da resposta induzida pelo processo vacinal. Desta forma, esta mesa redonda terá como objetivo central ilustrar resultados relacionados ao desenvolvimento e teste de vacinas contra helmintos e protozoários.

Simpósio 02 - Processos fermentativos com propósitos industriais
Este simpósio constará dos seguintes palestrantes:

a- Prof. Rogelio Lopes Brandao - UFOP - NUPEB - Isolamento e caracterização de leveduras para a produçao de bebidas com melhor padrao de qualidade.

b- Prof. Luciano Gomes Fietto - UFV - Dept. de Bioquímica - A produção de etanol de segunda geração

c- Prof. Ieso M Castro - UFOP - NUPEB - Leveduras como probióticos - aspectos ligados a screening de leveduras candidatas.

A levedura Saccharomyces cerevisiae é o microrganismos mais utilizado na indústria para produção de insumos diversos. Além da sua importância industrial esta levedura possui um papel importante como modelo para estudos bioquímicos, sendo o primeiro eucarioto a ter o seu genoma seqüenciado. Este simpósio tem como objetivo falar um pouco sobre a contribuição deste fungo para a nossa vida. Começaremos por descrever sobre o seu papel na produção de um produto muito peculiar à nossa economia – a cachaça, e sobre a importância de incorporar cepas selecionadas e que venham a contribuir com um padrão de identidade e qualidade que já foram estabelecidos para outras bebidas como o vinho e o sake. Em um segundo momento, falaremos do etanol com o qual abastecemos nossos carros e de uma produção sustentável de um etanol de segunda geração. Depois falaremos do seu uso como probiótico e da importância desta terapia para o terceiro mundo. Neste sentido estaríamos apenas exemplificando as muitas possibilidades que este organismo nos oferece.

*PROGRAMAÇÃO SUJEITA A ALTERAÇÕES

Um comentário:

  1. Parabéns pelo trabalho! visito seu site diariamente... Aproveitando, gostaria de indicar o site www.iAulas.com.br lá você vai encontrar mais de 10 mil apostilas para download gratuito dos mais variados assuntos... espero ter ajudado...

    ResponderExcluir